quarta-feira, 16 de maio de 2018

Futebol todos os dias? Maldita Tela Verde todos os dias também!

Ei você, amigo que adora futebol e odeia textos que critiquem, mesmo de forma respeitosa, o seu hiper-estimado hobby. Tenho más notícias para você. Durante a copa de futebol, equivocadamente tratada como único evento "cívico" para os brasileiros, cuja edição de 2018 está para começar daqui a cerca de um mês, este blogue passará a ser diário.

Esta decisão foi tomada porque haverá muito assunto para ser falado enquanto milhões de brasileiros permanecerão em plena letargia, hipnotizados por um bando de bonecos amarelados - como os coxinhas manifestoches de 2016 - correndo pra lá e pra cá numa tela verde atrás de uma bolinha.

O blogue titular do Consórcio Laranjeira, o Alto da Laranjeira, deixara de ser diário durante a copa, sendo publicado apenas no domingo, levando meu blogue literário, o Sedentário Diário, para as quartas-feiras. 

Após encerrada a copa, tudo volta como era antes (Alto da Laranjeira diário, Sedentário Diário nos domingos e Maldita Tela Verde nas quartas). Seja lá qual for o vencedor. Até mesmo se Temer, o Vampiro da Tuiuti, segurar a taça junto com o amado e idolatrado (salve, salve!) Neymar, o Herói da Meritocracia, para milhões esquecerem que estamos num golpe com diretos civis praticamente destruídos. Um verdadeiro gol contra a população brasileira

Dia 10/06 começam as postagens diárias deste blogue. Aguardem e confiem.



quarta-feira, 9 de maio de 2018

A agonia de não curtir futebol vivendo no Brasil


Estamos nos aproximando de mais uma copa de futebol. Graças a imposição social, com uma ajudinha da grande mídia corporativa, a maioria das pessoas alega gostar de futebol. Pelo menos prefere estar em ambientes onde hajam torcedores para não ficar sozinho. Pessoas ão seres sociais e ficar sozinho traz uma série de desvantagens.

Mas há quem não aguente o futebol nem mesmo para se sociabilizar. Um bom numero, não majoritário, mas ainda assim relativamente grande, de corajosos que ousam desafiar as regras rígidas do convívio social e se recusam a aderir ao hobby mais famoso da sociedade brasileira. Para estes verdadeiros heróis, a vida é árdua. Barulhos, preconceitos, tédio e muita gente chata são o que esperam aqueles que desafiam a não curtir o hiperestimado futebol.

Em estados onde há times fortes jogando em partidas transmitidas nas madrugadas de quartas-feitas, o sono passa a se tornar um tesouro raro e quase impossível de conquistar. Futebol é esporte de berrões e proibir insanos torcedores de urrarem tira a graça do hobby. Os incomodados que se virem e o direito ao barulho se sobressai ao direito ao sono. E a quinta feira de labor cotidiano já começa com olheiras e muita preguiça.

Eu falei em labor cotidiano? Imagine trabalhar em um lugar onde todos os colegas gostam de futebol, além do sádico patrão? Ter que condicionar a permanência no emprego ao gosto pelo futebol não parece algo que seja agradável de fazer. Ter que aguentar 90 minutos vendo um monte de bonequinhos correndo em uma tela verde porque o patrão entendeu ser uma manifestação de"espírito de equipe" é dose. Não raramente não vale a pena este tipo de sacrifício em prol de um emprego estressante e mal remunerado.

Namoro? Imagine você, que não gosta de futebol mas gosta de um programa bem romântico, namorar uma garota que adora futebol. Aquela tarde de domingo, sol intenso e flores por todos os cantos. Nada melhor que um programa romântico com a sua amada, não é? Mas justamente no horário de uma importante partida do time dela? Quando o time mais precisa da torcida? Coisas como esta são motivos bem justos para um fim de relacionamento, não acham?

Isso sem falar no preconceito tradicionalmente sofrido por quem se assume publicamente alheio a insanidade do fanatismo futebolístico. Não-torcedores são comumente excluídos do convívio, quando não são humilhados severamente. Não raramente sentimos um clima desagradável quando dissemos a alguém que não curtimos futebol. A reação é similar a como se estivéssemos xingando a mãe da alguém ou dizendo que a comida que o torcedor preparou é ruim. Um desastre.

São bons exemplos de como é chato para alguém que não curte futebol viver em uma sociedade que acredita na semi-unanimidade do hobby (mesmo que esta unanimidade seja falsa). E a copa está chegando para emperrar o país e deixar os hereges apavorados pelo abandono imposto e pela barulheira atmosférica. A vida não é democrática para quem se opõe à hegemonia futebolística. 

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Minha sincera opinião sobre futebol

O senso comum escolheu o futebol como "consenso" em uma sociedade diversificada como a brasileira. Por isso, o sistema impôs a modalidade como obrigação cívico-social a ponto de ser uma regra de etiqueta em alguns estados, como o Rio de Janeiro.

Isto explica o incômodo causado toda a vez que um brasileiro assume não curtir futebol. As pessoas deveriam entender que por ser uma mera atividade de lazer, ninguém é obrigado a gostar se não sente prazer por esta atividade, mesmo que ela garanta a melhoria do convívio social.

As polêmicas iniciadas quando eu assumo para amigos, colegas e conhecidos que eu não curto futebol me estimularam a escrever esta postagem, com a opinião minha definitiva sobre o que eu acho do futebol. É preciso deixar claro que eu não odeio futebol e nem vou proibir as pessoas de gostarem e muito menos vou explodir o Maracanã, templo máximo deste tipo de hobby.

Querem saber mesmo o que eu penso sobre o futebol? Futebol é uma forma de lazer. É apenas uma forma de diversão, de algo a ser feito quando estamos momentaneamente dispensados de um compromisso. E dever ser tratado como uma mero entretenimento, algo a não ser levado a sério e muito menos imposto como obrigação, seja cívica, seja social.

Todos tem o direito de gostar de futebol. Ninguém é obrigado a desprezar, nem obrigado a gostar. Seria muito bom que somente as pessoas que REALMENTE gostam de futebol aderissem ao hobby, para que a modalidade seja finalmente tratada como mero lazer. 

A adesão maciça por pessoas que tratam o futebol como obrigação criam um preconceito contra aqueles que não curtem, além de servir de isolamento social para quem não está nem aí para ver bolas rolando em campo. É preciso que as pessoas que REALMENTE não curtem futebol parem de fingir que gostam para que a opinião pública tenha a consciência de que gostar de futebol não é uma obrigação. É um direito não gostar de futebol assim como é um direito gostar.

Eu não vou ficar aqui cobrando dos outros o gosto ou o não-gosto pelo futebol. Não tenho o poder para mudar a mente de ninguém - a mídia corporativa e as suas mais do que influentes celebridades têm este poder - e os que gostam de futebol são mais do que amparados por toda a mídia (incluindo a alternativa), sociedade e autoridades. 

Ou seja, os que gostam de futebol, gozam de respeito sólido que os que não curtem futebol não possuem. Desprezo não é sinônimo de respeito e assumir estar alheio ao futebol exige um preço bem caro pago pelos que não gostam. Os que gostam de futebol podem ficar tranquilos por saber que seu hobby nunca será proibido, por mais criticado que seja.

Sobre a alienação do futebol: não é o futebol que aliena e sim a sua transformação em dever cívico-social. Para que o futebol não seja considerado alienação, é preciso devolver o caráter de mero lazer supérfluo. Politizar o futebol é uma tolice, embutindo algo que não faz parte de algo tão importante para a sociedade brasileira quanto uma brincadeira de ciranda. 

Melhor que o futebol assuma seu caráter acéfalo (entenda isso no bom sentido) do que ficar forçando a barra com intelectualismo postiço. Futebol não tem o compromisso de fazer pensar, embora a sua visibilidade favoreça algumas manifestações. Mas este caso, não é o futebol que se politiza, mas o futebol dando a oportunidade de ceder espaço a uma politização, como uma carona.

Em resumo: o futebol é uma diversão e nada além disso. Sei que esta definição não valerá para esta copa e nem para as próximas. Vai demorar para os brasileiros concordarem com isso. Talvez demore anos, décadas, séculos. O brasileiro tem demonstrado ser um povo meio infantilizado. Talvez por ter apenas 518 anos, ainda aprendendo a engatinhar.

Sonho com o dia em que os brasileiros tratarão o futebol como mera forma de lazer, sem impor a sociedade e sem parar um país todo. Imagine se fizessem isso com todos os esportes? O país nunca mais andaria, mergulhado em uma anestesiante brincadeira pueril convertida em obrigação cívica e social.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

O vitimismo de quem adora futebol

Procurando pela expressão "obrigado a gostar de futebol" nos sites de busca, na tentativa de encontrar algum texto que assuma esta clara e real regra social nunca assumida mas sempre praticada, se encontra textos alegando que "ninguém é obrigado a gostar de futebol, mas quem gosta deve ser respeitado". Fica a impressão de que os privilegiados sociais são os que não curtem o futebol, quando na prática se vê exatamente o oposto.

É estranho ler esta declaração. É um exemplo perfeito de forte fingindo de fraco para aumentar a já gigantesca proteção que possui. Quem deveria reclamar respeito não é quem curte futebol e sim quem não curte. Todo o sistema social é construído para respeitar e proteger apenas quem gosta de futebol. Quem não gosta de futebol que se vire, se dane, se ferre ou se mate.

Porque eles vivem pedindo respeito se respeito é o que eles mais possuem? Toda a sociedade está do lado deles. Autoridades age exclusivamente em prol dos que curtem futebol, como se o hobby fosse uma unanimidade, inexistindo quem não esta disposto a aderir. Toda a mídia trata os telespectadores como se todos gostassem de futebol. Enfim, o sistema age como se "brasileiro" e "torcedor de futebol" fossem sinônimos.

E aí vem os superprotegidos torcedores de futebol clamando respeito, como se os ridicularizados e marginalizados fossem eles? O que passa na cabeça dos que curtem futebol?  Será que eles tem a consciência do patético de tentar transformar uma simples forma de diversão em inadiável dever cívico-social? Só se for isso. Mesmo assim, os torcedores ainda obtém um colossal respeito de todo o sistema social, tendo o direito, por mais ridículo que possa parecer, respeitado em sua plenitude.

Os que não curtem futebol - número que aumenta cada vez mais, embora ainda muito baixo em relação a 220 milhões de pessoas que vivem no país - é que tem motivos de sobra para reclamar. Somos abandonados em tempo de copa, obrigados a aguentar a supersônica gritaria da vizinhança, rotineira em estados como o Rio de Janeiro, onde times jogam nas madrugadas de quartas, levando pobres não-torcedores a trabalhar nas quintas com olhos fundos e atenção reduzida.

Os torcedores que fiquem satisfeitos com o excesso de respeito que possuem e aguentem a reclamação justa dos não-torcedores. Ninguém é obrigado a gostar de futebol e os que gostam tem o seu direito mais do que respeitado. Eles que fechem o bico e vão torcer pelo seu time. De preferência, gritando bem longe dos meus ouvidos.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Otimismo progressista ressuscita fanatismo idiota pelo Futebol

O fato da copa de 2014 ter acontecido no Brasil gerou uma irritação que fez com que muita gente criticasse o secular fanatismo pelo futebol. Parecia que a população estava se conscientizando e se livrando da maior de suas zonas de conforto. 

O tempo mostrou que eu estava enganado, pois as críticas eram na verdade direcionadas pelas obras desnecessárias feitas na ocasião. As criticas ao fanatismo futebolístico era somente um desabafo complementar. O futebol ainda está longe de deixar de ser prioridade dos brasileiros e os protestos forjados com camiseta da CBF (confundida com símbolo cívico) comprovaram isto.

A derrota da "seleção" em sua própria casa, uma derrota humilhante como não havia na história da equipe de futebol, serviu para atiçar o ódio nacional de quem sempre acreditou na ilusão de que a vitória no futebol traria dignidade, prosperidade e concórdia aos brasileiros. Direitistas trataram logo de culpar Dilma pela derrota. Esquerdistas estão chorando pelo "7x1" até hoje.

Mas 2018 está sendo diferente. Não serão os brasileiros que pagarão por obras pela copa. O que faz com que o infantil gosto pelo futebol recupere a sua plenitude. Tudo às mil maravilhas. Quem não gosta de futebol que se vire para fugir dos barulhos ensurdecedores de torcidas ensandecidas na vizinhança. Ou que fique nas redes sociais reclamando do fanatismo em prol de uma diversão inútil travestida de "dever cívico.

Mas do lado pró-futebol, é só o paraíso. As esquerdas esquecerão  fato de Neymar ser um tucano golpista para tratá-lo como um "gente boa" que é ao mesmo tempo "gol" e "pista" (de dança - Neymar é um farrista assíduo). Como se de uma hora para outra Neymar virasse esquerdista. Afinal em campo, o arroz de festa estará "lutando pelo país" numa guerra de mentirinha.

A direita estará sempre curtindo o futebol, usando o momento dos 90 minutos de jogo para fazer as pazes com os esquerdistas, pois na ocasião, estarão todos com os mesmos ídolos, a mesma paixão. Lula e Aécio juntinhos como siameses, vestindo a mesma camiseta da CBF. Enfim o futebol unindo a nação sob falsa concórdia. Os brasileiros que não curtem futebol que se danem.

Isso porque a copa deste ano não será no Brasil. Isso porque a copa deste ano não exigirá gasto financeiro extra. E os esquerdistas deverão estar felizes com a possibilidade de ver Michel Temer segurar a taça, quando o tão sonhado hexacampeonato for conquistado. Igualzinho aos otários que sorriram ao ver o temido Garrastazu segurar a taça com um raro sorrido na face. Enquanto o país do mundo real afundava...

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Filho de Perrella vira diretor da CBF. As esquerdas continuarão torcendo pela "seleção"?

Parece ironia. Na mesma semana em que Lula - que adora futebol, é corintiano assumido e veste a famigerada camiseta amarela nas épocas de copa - foi preso, o filho de Zezé Perrella, Gustavo Perrella, se torna um dos diretores da CBF. 

Bom lembrar que Perrella, o pai, é braço direito de Aécio e que a família é dona de um helicóptero que transportava cocaína. A (in)justiça brasileira sempre fez vista grossa diante dos erros de Aécio e de sua turma, ocupada em derrotar seus inimigos, Lula, Dilma e vários petistas.

Perrellinha, como é conhecido Gustavo, vai cuidar da diretoria de desenvolvimento de projetos. Não precisará trabalhar no prédio, como acontece com muitos diretores da entidade, que poderão ser protegidos contra possíveis protestos por irregularidades ou por salários mal pagos.

Resta saber se a esquerda continuará fanática pela "seleção" Amarelão após saber que um capataz de Aécio Neves dirige a federação. Se não bastasse a maioria de jogadores e ex-jogadores (incluindo o "gênio" Pelé e ao arroz-de-desta Neymar) terem apoiado o golpe de 2016 sem mudar de ideia até hoje. A esquerda dá uma grande demonstração da Síndrome de Estocolmo que sente pela golpista CBF e seus mercenários cartolas, responsáveis pelo glamour pomposo embutido no esporte de várzea.

Dá para perceber porque os coxinhas vivem usando a famosa camiseta amarela da federação em suas manifestações. A CBF é golpista (gol + pista), a "seleção" é golpista e o desejo de todos é que o Brasil vença no futebol para se ferrar no resto.

Povo infantil tem fome de gol. Já a fome por comida e qualidade de vida, bom, deixa pra lá!

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Chatos adoram chamar os não-chatos de "chatos"

É muito comum as pessoas rotularem os outros dos defeitos que elas mesmo tem. Rótulos são como bombas que ninguém quer segurar. Curioso que as pessoas sabem que os defeitos delas são defeitos, mas ao invés de eliminá-los, preferem apenas transferir os rótulos, mas mantendo os defeitos intactos e ainda gerando incômodo e danos.

Uma das situações em que isso acontece com maior frequência é quando hordas de chatos, na intenção de descontrair ou sei lá o quê, te obrigam a participar das brincadeiras que organizam. Graças a essa palhaçada chamada "espírito de equipe" que inventaram para o mercado de trabalho, obrigar os outros a se descontrair sem motivo tem se tornado rotineiros.

E olhem só quem é chamado de chato? Justamente o cara que quer ficar longe dessa chatice. Exatamente o cara que não quer chatear os outros, e também não quer ser chateado. Se você não quer participar das brincadeiras chatas de colegas ociosos que deveriam estar fazendo coisas mais importantes na hora em que resolvem chatear os outros, você é tido como chato. 

Você é pago para trabalhar, para executar tarefas para as quais você foi contratado. Então não seria obrigado a participar das brincadeiras de colegas, certo? Errado, segundo as ideologias que defendem o "espírito de equipe". Segundo essa tese, seus colegas são seus amigos e o sucesso de produtividade, coletiva que seria aceitável se limitado a atividade no trabalho, dependeria também de fatores externos ao ambiente de trabalho. Ou seja, para quem defende a tese, brincar com os colegas ajuda na sinergia do cotidiano laboral.

No Rio de Janeiro, há um exemplo onde isso e bastante comum. Cariocas inventaram essa tolice de obrigar todos os habitantes do estado a ter um time de futebol, de preferência um dos quatro mais populares. Eu não curto futebol e estou cada vez menos interessado no que acontece com cada time. 

Mas vem a horda metida a legisladora social e insiste de forma quase autoritária, mas descontraída, para que eu tenha um time. Digo que não e sou imediatamente hostilizado, como se eu quisesse acabar com a brincadeira. Eu não quero acabar com nada. Só quero que me deixem em paz e brinquem longe de mim. Principalmente quando eu, um portador de deficit de atenção, estiver concentrado no meu trabalho.

Quem gosta de futebol costuma ser bastante chato. Chato mesmo! Martelam o futebol nas cabeças dos outros, vivem obrigando os outros a ter um time, berram nos seus ouvidos, incluindo as horas de sono e o chato sou eu? Ora, seus chatos: vão saber o que significa a palavra "chato" antes de me excluir e xingar. Não é porque me recuso a participar da chatice alheia que mereço receber o rótulo de "chato da turma".